segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lavanda


Nome científico: Lavandula angustifolia
(outras espécies: Lavandula spica, Lavandula vera, Lavandula officinalis)

Nome comum: Lavanda ou Alfazema.

Origem: Parte ocidental do Mediterrâneo.

Habitat: Sul da Europa. Espontânea no centro e sul de Portugal. Cultiva-se na Europa e na América, pela sua essência.

História: Desde há muito conhecida e utilizada pela humanidade, a Alfazema ou Lavanda foi batizada de nardus pelos gregos, por causa de Naarda, cidade síria à beira do rio Eufrates. A tranquilidade e a pureza são inerentes à fragância.
Perfume fresco e limpo,era o aditivo de banho preferido dos gregos e romanos, e o seu nome (Lavandula) deriva do latim lavare (lavar).
Durante as duas Grandes Guerras, a alfazema ou lavandula foi utilizada para limpar os ferimentos dos soldados.
Descrição: A lavanda é um subarbusto de base lenhosa que mede entre 20 a 60 cm de altura. As folhas são simples, opostas, de cor verde acinzentada, estreitas e alongadas. As flores de alfazema são de cor azul ou violeta, pequenas e dispostas numa espiga terminal de 5 a 15 cm que florescem de Junho a Setembro. O caule é verde, muito ramificado e lenhoso.



Luz: A alfazema prefere locais ensolarados.

Solos: Os solos para cultivo de alfazema devem ser bem drenados
 Temperatura: A lavanda tem grande resistência ao frio, e ao calor. É aconselhável proteger o pé da planta no Inverno terra.

Rega: escassa.

Adubação: A adubação da lavanda não deve ser abundante. Anualmente faz  uma adubação de cobertura no início da Primavera com adubo orgânico.

Poda: podar energicamente no fim da floração.

Multiplicação: A Lavanda propaga-se por estacas semi-lenhosas no Outono ou Primavera ou por semente na Primavera.

Colheita: os caules de Lavanda são apanhados imediatamente antes de florescerem. As folhas podem ser colhidas a qualquer momento.


Conservação: Para obter essência, apanham-se os raminhos com as flores quando elas começam a florescer, que é precisamente quando emanam um perfume mais forte e penduram-se em pequenos raminhos a secar. As espigas com flor também podem ser secas em gavetas abertas.



 

domingo, 2 de outubro de 2011

Manjericão

Manjericão - Ocimum basilicum
Histórico
Nativo da Índia, onde é cultivado quase que como planta sagrada, o manjericão é uma das mais importantes ervas culinárias. Sua mística espalhou-se pelo mundo, sendo usado, pelos gregos ortodoxos em rituais religiosos, e no interior do México, como “talismã do amor”. Com folhas decorativas e saborosas, dão um toque poético a diversos tipos de pratos.
Uso culinário
O manjericão é ideal para saladas, pratos de massa, omeletes, sanduíches e molhos à base de tomate. É famoso no preparo de pratos al pesto típicos da cozinha italiana. As folhas do manjericão são muito delicadas. Procure acrescentá-lo ao prato cozido, no último instante.

Replantio

Para que sua planta continue a crescer é recomendado o replantio.
Em um vaso maior, em uma jardineira ou em um canteiro de jardim sua planta encontrará uma área de solo mais ampla, favorecendo a continuidade do desenvolvimento de sua raiz.
Luz: 4-5 horas diárias de sol.

Água: regar a cada dois dias nos meses frios e todos os dias nos meses quentes.


sábado, 1 de outubro de 2011

Manjericão - Passo a passo do plantio


Primeira etapa - O vaso

O vaso mais indicado para o plantio do manjericão é o de cerâmica. A profundidade mínima e o diâmetro devem ser de 30 centímetros.




Segunda etapa - Escolher o local

O local a ser replantado deve ter muita luminosidade, de quatro a cinco horas diárias de sol.

Terceira etapa - Preparação da terra


Quarta etapa - Colocação do bidim

Antes de colocar a terra, faça um fundo de cinasita na base do vaso, ocupando um 1/10 do volume de terra. A cinasita é um tipo de argila expandida, que tem a capacidade de fazer com que a água seja drenada, evitando que as raízes apodreçam. A cinasita pode ser usada para qualquer tipo de planta e tempero.
O bidim é como um feltro que deve cobrir a argila para impedir que a terra desça e se misture com a cinasita. Caso isso não seja feito, a terra vai descer, obstruir os buracos de drenagem, causar acúmulo de água e, conseqüentemente, apodrecimento da raiz.

Quinta etapa - Misturando nutrientes
Antes de colocar a terra no vaso, ela deve ser misturada com um composto orgânico ou químico, como o NPK, que tem os nutrientes fundamentais para as plantas. Como composto orgânico temos exemplo de húmus de minhoca, esterco entre outros. Deve-se misturar 30% desse composto com a terra. A cada mês e meio, faça uma adubação superficial com NPK ou com torta de mamona e farinha de ossos.


Sexta etapa - Plantar
É importante colocar a planta no meio do vaso, para depois completar com a terra até um pouco abaixo da borda. Após esse processo, é muito importante que a planta seja regada. Como acabamento, use um tanto de casca de Pinus, que ajuda a manter a umidade da planta.

Sétima etapa - Regar
A rega é fundamental e deve ser feita a cada dois dias. Para as plantas que pegam muita luz do sol, recomenda-se regar diariamente, evitando que o vegetal murche e comece a perder folhas.

Caracteristicas da planta:

domingo, 11 de setembro de 2011

Flores na janela

    Com a chegada da primavera, as flores estão prontas para enfeitar a sala, o quarto, a varanda e as janelas... Inspirem-se nessas fotos::









Fonte: Revista Casa e Jardim  

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tomate que dá em árvore

O tomate que dá em árvore !
Por Gustaaf Winters
Tomate dá em árvore ? Parece piada, né?  Mas existe sim, viu ?  Eu mesmo vi um no Jardim Botânico de Quito, no Equador. Aliás, trata-se de um Jardim Botânico fresquinho ainda. Em 1991, uma Associação de orquidófilos ocupou o local onde existia um antigo viveiro municipal, já que ninguém queria saber de trabalhar lá. Sacumé... concursados, né ? Em maio de 1993 (gêmeos) , iniciou-se ali, um projeto paisagístico comandado pela arquiteta paisagista Judith Evans Parker do Jardim Botânico do Missouri,  que terminou em junho de 1996 (gêmeos). Conhecem ela ?... nem eu. Mas ela fez um trabalho bem bacana. Pra encurtar a história, somente em junho de 2004 é que foi inaugurado "El Jardin Botânico de Quito": sob signo de gêmeos de novo ! Tinha tudo para ser um orgasmo fotossintético ! Apesar de pequenininho é muito bem organizado. Dividido em vários ecossistemas, Equador é um país privilegiado quando se fala de plantas. Das 30 mil espécies nativas, 10 mil são plantas úteis, graças ao conhecimento dos antigos aborígines que transmitiram seus conhecimentos através das gerações. É verdade que selecionaram plantas para comer mas, o objetivo principal era descobrir plantas que "davam barato" para "conversar com Deus". He, he !
Bom, vamos ao assunto da famosa "árvore que dá tomates" !! Quando estava "borboletando" pelo Jardim Botânico, me deparei com uma arvoreta curiosa. Tinha uns frutos, tipo pera vermelha pendurada nela. Perguntei à guia que acompanhava a gente: "Què arbol es esto"? "Tamarillo" respondeu me ela. O que és exatamente "Tamarillo"? "Tomate de arbol, Sênior! Humm... saquei. Tomate de árvore !! Que barato ! Nunca tinha visto ! Mas, pesquisando, descobri que realmente o povo de lá, planta ela nos quintais para uso na culinária em geral. Ela serve para tudo: suco, sorvete (lá chama helado..rs..), salada, ...  Disfarçadamente peguei um tomatão que estava no chão e dei uma mordida. Fiquei vesgo na hora e minha boca ficou que nem boca de lambari. Oh ! "trem" amargo ! A guia que me acompanhava olhou pra  trás e pegou o flagra. Que mico ! Ela riu e disse que o costume é tirar a casca primeiro e comer somente a polpa. Tome !!

Em relação ao nome científico, ela é "flex": atende por Solanum betaceum ou Cyphomandra betacea.
Legal né ? Se esquecer de um nome, tem outro para lembrar
Tamarillo, ou tomate de arbol é uma solanácea. É nativa dos Andes embora não goste de geadas. Na verdade é um arbustão com vocação para arvoreta, como dá para ver. Tem as folhas grandes, exala um perfume até que agradável.
É rica em minerais, vitaminas A, B e C, fósforo, cálcio e potássio, além do tal licopeno que é um excelente antioxidante. Aos 3 anos atinge a maturidade e até atingir a decrepitude (af ! como falei bonito) dura de 7 a 8 anos. No Brasil ela pode ser vista em alguns quintais em Minas e Bahia, nas variedades amarela e vermelha. Todas bem ácidas (PH de 3 a 4) o que desfavorece a entrada de bactérias e fungos. Para a indústria de sucos e derivados, ela leva uma série de vantagem em relação ao tomate comum.